
“Princípio da Boa-Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito no profeta Isaías: ‘Eis que envio o meu anjo diante de ti: ele preparará o teu caminho. Uma voz clama no deserto: Traçai o caminho do Senhor, aplanai as suas veredas’. João Batista apareceu no deserto e pregava um batismo de conversão para a remissão dos pecados. E saíam para ir ter com ele toda a Judeia, toda Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.” (Marcos 1,1-5)
Ainda hoje somos chamados a fazer uma “confissão de pecados”, e a estar “imersos” (ou seja, “batizados”) no “arrependimento” (uma mudança de mente ou de foco), sempre que “traçamos o caminho do Senhor” e “aplainamos as Suas veredas” em nossos corações. Sou chamado a reconhecer os caminhos tortuosos do “pecado” (“amartia” ou “errar o alvo”), expondo e dando nomes a estas bestas, — tal como Adão “pôs nomes” aos animais selvagens (Gênesis 2,19-20), — para que eu possa afastar-me delas no futuro e a seguir em frente no “caminho do Senhor”. Para o fazer; para fazer esta “confissão de pecados”, preciso de ir para o “deserto” que é a minha consciência sobrecarregada onde estas bestas habitam, e encará-las.
Hoje, quando aqueles de nós no Calendário Juliano Tradicional celebramos a Natividade de São João Batista, dou-Te graças, Senhor, por nos enviares a Tua “voz”, que continua a “clamar” em nosso “deserto”. Que eu não tema ou evite minhas bestas hoje, mas exponha-as e “confesse os meus pecados”, para que eu possa seguir em frente traçando o Teu caminho. “Cria em mim um coração puro, ó Deus; e renova em mim um espírito reto” (Salmo 50,12, cf. a Septuaginta — tradução ao português por Frederico Lourenço).
Versão brasileira: João Antunes
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