“FORÇA DE VONTADE”

Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer.” (João 15,4s)

O meu Senhor encoraja-me hoje a “permanecer n’Ele” para que eu “dê muito fruto”, recordando-me ao mesmo tempo, em termos inequívocos, que para além d’Ele não posso fazer “nada”. Assim, Cristo esclarece-me o conceito frequentemente confuso e desencorajador de “força de vontade”: Não é de todo um “poder”, para além d’Ele. A minha “vontade” só é então uma “força de vontade”, quando está em comunhão com Ele, e ligada a outros “ramos”, também n’Ele.

A psicologia moderna define a “força de vontade” como “a capacidade de resistir às tentações de curto prazo, a fim de atingir um objetivo a longo prazo”. E estudos psicológicos têm demonstrado que várias coisas podem fortalecer a “força de vontade”: 1. Motivação adequada, 2. Ter um plano em vigor, em caso de tentação, 3. Autocontrole, e 4. Prática. Esta informação potencialmente útil deixa várias questões essenciais sem resposta: De onde vem esta “capacidade” de resistir às tentações? Qual é o meu “objetivo a longo prazo”? O que é a “motivação adequada”?

A fé dá-me respostas a estas perguntas. O meu Senhor motiva-me a procurar o objetivo a longo prazo da salvação, e dá-me uma mão amiga, transformando a minha vontade em “força de vontade”, quando eu permaneço em Sua graça. Encaro hoje a minha rotina diária, com algum exame de consciência, um pouco de leitura da Sua palavra, e peço a Sua sabedoria para “não cair em tentação”. Venha a nós o Teu reino, seja feita a Tua vontade, eu oro, — sejam quais forem as pessoas, os lugares ou as coisas que eu me deparar hoje.

Versão brasileira: João Antunes

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