
“Depois de [o filho pródigo] gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações. Então, foi colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. E, caindo em si, disse: ‘Quantos diaristas de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus diaristas’. E, levantando-se, foi ter com o pai. Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos.” (Lucas 15,14-20)
Que bênção esta “fome” experimentada pelo filho que saiu da casa do seu pai! É o toque de Deus no ombro, esse sentimento de “correr no vazio”. E a boa notícia é que, eu posso “retornar sempre”, porque meu pai está disposto a “correr”, não apenas a pé, para encontrar-me, vestir-me, saciar minha sede e alimentar meu coração faminto.
Vou ser grato hoje pela bênção do buraco em meu coração; pelo vazio e, de fato, a “fome” que Deus me envia sempre que eu vagueio e persigo desejos ou ambições fora de sua casa. Não preciso fugir por mais tempo do anseio, nem me escravizar a qualquer “habitante” de um país distante da minha escolha. Hoje vou abraçar a escolha de Deus para mim, Sua própria casa e voltar. “Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mateus 5,6).
Versão brasileira: João Antunes
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