
“Vendo, Jesus, que acorria muita gente, ameaçou o espírito maligno, dizendo: ‘Espírito mudo e surdo, ordeno-te: sai do jovem e não voltes a entrar nele’. Dando um grande grito e sacudindo-o violentamente, saiu. O jovem ficou como morto, a ponto de a maioria dizer que tinha morrido. Mas, tomando-o pela mão, Jesus levantou-o, e ele pôs-se de pé. Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular: ‘Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?’. Respondeu: ‘Esta casta de espíritos só pode ser expulsa à força de oração [e jejum]’.” (Marcos 9,25-29)
Um “espírito mudo e surdo” me aflige quando eu sou incapaz de dizer o que precisa ser dito, por exemplo na confissão, e ouvir o que precisa ser ouvido, de coração aberto em docilidade. Este tipo de espírito me prende em círculos de auto-isolamento e autojustificação, e eu fico fazendo a mesma coisa autodestrutiva repetidamente. Assim era para o menino curado por Jesus, como o pai do garoto testemunha: O espírito, diz o pai, “muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água, para o matar…” (Marcos 9,22).
Nesta Grande Quaresma, vou ao meu Senhor ter este espírito expulso “à força de oração e jejum”. E não me refiro à minha própria oração e jejum, porque não posso expulsar meus próprios demônios, mesmo se eu fosse o campeão mundial de oração e jejum. Me refiro à oração e ao jejum da Igreja nesta época maravilhosa, que me oferece cura e libertação de meus demônios, se ao menos eu estou disposto a vir e ser curado. Então vou ser curado, independente das insuficiências da minha oração e jejum, em confissão sincera e docilidade. Senhor, erga-me, para que eu possa ficar em pé, pela oração e jejum de Sua Santa Igreja. Amén!
Versão brasileira: João Antunes
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