
“O insensato desafoga toda a sua ira, mas o sábio acaba por dominá-la.” (Provérbios 29,11)
… Porque o “sábio” também pode sentir “ira”. Por exemplo, uma justa “ira” contra a injustiça, que é um desejo de emendar os injustos. Mas o “sábio”, distintamente dos “insensatos”, não “desafoga toda a sua ira”; ou seja, eles não auto-indulgentemente são apanhados na ira em si, por exemplo, gritando desvairadamente sobre a injustiça. Tal ira auto-indulgente não soluciona o problema, porque só pretende sublinhar sua própria superioridade moral.
O tipo “sábio” de ira, na luz de Deus, centra-se na restauração e cura do que está errado. E a luz de Deus significa: compaixão, amor, humildade, doação de si. Ela não vê, e na verdade não pode ver, a injustiça do ponto de vista da superioridade moral. Na luz de Deus, vemos as coisas um pouco a partir do ponto de vista da responsabilidade compartilhada, como “nosso problema”. E é essa sabedoria humilde e humilhada que pode trazer o injusto de volta ao amor de Deus e à comunhão, “dominando” a ira no final.
Versão brasileira: João Antunes
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