
Nesta Terça-feira Santa recordamos a Parábola das Dez Virgens (Mt 25), na qual é dado UM trabalho simples para dez virgens: acompanhar o noivo ao casamento com lâmpadas de azeite acesas, quando ele chegar. Mas cinco das dez virgens estavam tão indiferentes ao seu pequeno trabalho, que não se preocuparam em encher suas lâmpadas com azeite. Talvez pensassem que isso não era importante, ou que elas realmente não importavam, — ou talvez estivessem de um modo geral desanimadas, deprimidas e presas em sentimentos de inutilidade e autopiedade, na linha de: “Eu não importo de qualquer forma, sou apenas uma virgenzinha tola e ninguém me leva a sério… Estas virgens sábias são as que importam, então elas cuidarão de mim e da minha situação com o azeite quando chegar a hora…”.
Assim, no hino principal de hoje, no Tropário do Ofício do Noivo, somos advertidos a não sermos como este grupo desanimado e complacente (veja o Tropário abaixo). Porque somos importantes, e fomos convidados, — por menor ou pouca importância que nos pareça o trabalho que nos foi atribuído no “casamento”. Portanto, vou levar minha pequena vocação a sério hoje, e não cair em sentimentos de inutilidade e autocomiseração, como se “outros” fossem mais sábios e melhores e pudessem dar cobertura para mim com seu “azeite”. Meu Senhor me convidou, com minha própria pequena lâmpada, que é meu trabalho encher. É meu coração, que devo abrir e encher com as energias divinas de Deus conhecidas como “graça”. Vem e habita em nós, Senhor, e que possa entrar hoje conTigo, conforme eu faço o único e simples trabalho que Tu me deste.
“Eis que o esposo vem no meio da noite.
Feliz o servo que ele encontrar vigilante.
Aquele, porém, que encontrar imprevidente (ῥαθυμοῦντα, унывающа — indiferente, desanimado, preguiçoso) será considerado indigno de acompanhá-lo.
Acautela-te, pois, ó minha alma, a fim de que não sejas entregue à morte
e fiques fora das portas do Reino.
Mas, desperta, clamando: ‘Santo, Santo, Santo és ó Senhor!
Pela intercessão da Mãe de Deus, tem piedade de nós!’.”
Versão brasileira: João Antunes
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