
“Quero comunicar-vos, irmãos, que o que se passa comigo acabou até por contribuir para o progresso do Evangelho. Assim, foi em Cristo que as minhas prisões se tornaram conhecidas em todo o pretório e de todos os restantes. E a maior parte dos irmãos no Senhor, é pela confiança ganha devido às minhas prisões, que têm ainda mais coragem para, sem medo, anunciar a Palavra.” (Filipenses 1,12ss)
São Paulo estava preso, em correntes, essencialmente devido à sua vocação, que ele seguiu por sua livre escolha. Por isso, suas prisões acabaram “até por contribuir para o progresso do Evangelho”, por causa de sua fé ousada e franca, que libertou a maioria dos fiéis para também terem “ainda mais coragem para, sem medo, anunciar a Palavra”.
Às vezes, também podemos nos sentir sujeitos a sistemas imperfeitos, como uma firma na qual estamos empregados, uma profissão difícil à qual dedicamos nossa vida (como um esporte profissional, o negócio da música ou a política, estou refletindo depois de assistir aos documentários sobre Beckham, Taylor Swift e Navalny), ou um governo do qual somos cidadãos, ou uma família que não podemos ou não queremos abandonar, ou até mesmo uma Igreja à qual não podemos ou não queremos abandonar, mesmo quando sua liderança se desviou do serviço ao Senhor e ao seu povo.
Acho que o exemplo de São Paulo, bem como o exemplo das celebridades mencionadas acima, pode ser inspirador para muitos de nós, para que superemos o medo por meio da fé e termos “ainda mais coragem para, sem medo, anunciar a Palavra”, seja qual for o sistema ao qual estejamos sujeitos, por meio dos limites traçados por nossas vocações. Nossas vocações dadas por Deus, profundamente pessoais para cada um de nós, podem, às vezes, levar a situações desconfortáveis ou até mesmo perigosas, como no caso de São Paulo ou do ousado cristão preso de nossos dias, Alexey Navalny. Para muitos observadores externos, a trajetória deles parece temerária ou até mesmo sem sentido, e é por isso que São Paulo reserva um tempo para tranquilizar os filipenses, conforme citado acima, e Navalny diz a seus apoiadores: “Não tenho medo. Vocês também — não tenham medo!” (Я не боюсь, и вы не бойтесь!). Abençoa-nos, ó Senhor, por meio da liberdade de Teu Espírito, pelas orações de nossos heróis, do passado e do presente. Amén!
Versão brasileira: João Antunes
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