FAZ ISSO E VIVERÁS

Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar: ‘Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?’. Disse-lhe Jesus: ‘Que está escrito na Lei? Como lês?’. O outro respondeu: ‘Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo’. Disse-lhe Jesus: ‘Respondeste bem; faz isso e viverás’. Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: ‘E quem é o meu próximo?’.” (Lucas 10,25-29)

O doutor da Lei já sabe a resposta “simples” para sua própria pergunta. Então, o Senhor lhe diz para “fazer isso”, em vez de apenas perguntar sobre o assunto. E então você “viverá”, acrescenta Ele; você experimentará a verdadeira vida, a vida em abundância, que vem do amor ativo a Deus, a si mesmo e ao próximo. Mas o doutor da Lei está mais interessado em mostrar que tudo “não é tão simples” (всё не так однозначно), para que ele possa “justificar-se” em seu “não fazer isso”.

Como posso “fazer isso” — amar a Deus de todo o meu coração, com todas as minhas forças e com toda a minha mente, e ao meu próximo como a mim mesmo, hoje? 1. Posso me conscientizar da presença e da bondade de Deus, fazendo uma oração sincera, e agradecendo a Ele pelas pequenas e grandes bondades que Ele e os outros têm para comigo. Posso tomar nota de meus aspectos positivos e negativos do dia anterior em meu pequeno diário, minhas vitórias e derrotas espirituais ou quaisquer outras, entregando-as à misericórdia curativa de Deus e observando como/onde eu poderia fazer melhor, pois Ele tem fé em mim, que eu posso. 2. Em seguida, para que eu possa “amar ao meu próximo como a mim mesmo”, posso cuidar ativamente do meu bem-estar físico; arrumar meu quarto, fazer minha rotina de cuidados pessoais, preparar cuidadosamente alguns alimentos e fazer um pouco de exercício, na medida do possível.

Observação: Se eu me tratar como um lixo ou desrespeitar minha mente, meu corpo ou minha alma, fazendo exigências ou tendo expectativas irracionais e arrogantes em relação a mim mesmo, também terei a tendência de tratar os outros dessa mesma forma. Preciso ser e me reconhecer como um filho amado de Deus, como diz o Senhor: “se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu” (Mateus 18,3). Que eu não negligencie, mas tenha compaixão e cuide do filho amado que há em mim, para que eu possa “fazer isso e viver”, a serviço de outros filhos também ao meu redor.

Versão brasileira: João Antunes

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