“Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica. Perguntou-lhe ele: ‘Que queres?’. Ela respondeu: ‘Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda’. Jesus disse: ‘Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber?’. ‘Sim’ – disseram-lhe. ‘De fato, bebereis meu cálice. Quanto, porém, a sentar-vos à minha direita ou à minha esquerda, isso não depende de mim vo-lo conceder. Esses lugares cabem àqueles aos quais meu Pai os reservou.’ Os dez outros, que haviam ouvido tudo, indignaram-se contra os dois irmãos.” (Mateus 20,20-24)
Por ser o Dia das Mães, estou refletindo sobe este exemplo de “excesso de maternidade”, penso eu, da parte da mãe de Tiago e João. (Alguns até sugeriram que Cristo apelidou esses dois Apóstolos de “Filhos do Trovão”, ou “Boanerges”, em referência humorística ao caráter forte de sua mãe.) O incidente mencionado acima me faz refletir, agradecida, por minha própria mãe, e como, apesar de ser uma mulher de caráter muito forte, ela nunca faria uma façanha como essa. Ela nunca seria agressiva ou até mesmo defensiva a nosso respeito, seus próprios filhos. Se alguma vez houve uma queixa sobre nós, digamos, de professores ou outros pais, ela nunca foi do tipo que nos justificava, ou dizia: “Meu filho nunca…” — não, mesmo se defendêssemos nossa inocência no assunto. Ela nos fazia pedir desculpas, sem escusas, e solucionar a situação.
Admito que, quando criança, às vezes me senti muito triste com esse tipo de “amor difícil” de minha mãe. Mas, como adulta, olhando para trás, sou muito grata por ela ter nos salvado, ao nos criar, como ela criou, de uma mentalidade de vitimização. Tudo era mais uma mentalidade de aceitar a responsabilidade, e talvez muitos manuais parentais discordem dessa abordagem. Acho que isso é útil para este dia, sempre que me deparo com outras pessoas infelizes comigo, seja justa ou injustamente. Sei que tenho que lidar com isso, e não espero, ou me sinto no direito de fazer, alguém se apressar em defender meus “direitos” ou minha “honra”. Então, obrigada, mamãe! E Feliz Dia das Mães!
Versão brasileira: João Antunes
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