“A porteira perguntou a Pedro: ‘Não és acaso também tu dos discípulos desse homem?’. – ‘Não o sou’ – respondeu ele.” (João 18,17)
Pedro é o mesmo homem que, no início deste mesmo capítulo do Evangelho segundo João, desembainhou uma espada quando nosso Senhor foi preso no Getsêmani, e numa vã tentativa de “defender” seu Mestre, decepou a orelha direita do servo do sumo sacerdote (João 18,10). Mas ninguém pediu para ou “chamou” Pedro a fazer isso. Mas um pouco mais tarde, como vemos acima, quando ele é verdadeiramente “chamado” a levantar-se e a ser considerado como um dos discípulos do Senhor de uma forma menos dramática, — a responder com a verdade à simples pergunta de uma criada, — ele não o faz.
Portanto, o chamado a ser “mártir” ou “testemunha” do Senhor nem sempre vem envolto em heroísmo e cavalheirismo extraordinários. Pode vir a mim nas minhas circunstâncias cotidianas, pouco dramáticas, quando estou tentando “misturar-me” ou “pertencer” [a um grupo] de formas que eu não deveria. Senhor, dai-me a coragem de ser o verdadeiro “eu” que sou em Vós, independentemente das circunstâncias. Amén!
Versão brasileira: João Antunes
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