“Em paz oremos ao Senhor.” (Início da Grande Litania, Divina Liturgia)
Esta é a primeira petição, logo no início da Liturgia Divina, chamando-nos a orar “em paz”. Como posso orar “em paz”? Entregando tudo a Deus e não me preocupando, como diz São Paulo de forma bastante enfática: “Por nada vos deixeis inquietar; pelo contrário: em tudo, pela oração e pela prece, apresentai os vossos pedidos a Deus em ações de graças. Então, a paz de Deus, que ultrapassa toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4,6s).
Assim, não preciso de ajuntar a minha própria “paz”, mas antes preciso de me abrir à paz de Deus, “que ultrapassa toda a inteligência”, incluindo a minha própria, e entregar-Lhe, em ação de graças, todos os meus pedidos e preocupações. A “paz” é uma dádiva que vem de fora de mim, do “Deus da paz” (Romanos 15,33), quando me entrego à comunhão com Ele. A Sua paz permite-me, primeiro, fazer a paz comigo mesmo, e depois levá-la para além de mim mesmo, no perdão e na aceitação dos outros.
Hoje, que eu me abra à paz de Deus, entregando-Lhe os meus pedidos e as minhas preocupações. É esta dádiva, a Sua paz, que me assemelha a Ele como filho de Deus, e traz felicidade para mim e para aqueles que me rodeiam: “Felizes os pacificadores”, diz o Senhor, “porque”, como Ele, “serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5,9).
Versão brasileira: João Antunes
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