POBRE EM ESPÍRITO

Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.” (Mateus 5,3)

Como toda a humanidade, eu sou, por natureza, “pobre em (meu) espírito”. Ou seja, sou totalmente insuficiente no sentido espiritual; sou incapaz de me ajudar, de me nutrir, de crescer e desenvolver n’Ele, sem a graça do Espírito Santo. Não posso “puxar-me pelos cordões dos sapatos”¹ e salvar-me a mim mesmo.

No entanto, nem sempre reconheço isto, particularmente quando me movo em auto-confiança e autossuficiência imaginada. E assim é com vários ensinamentos e religiões que glorificam o “Eu” como a derradeira solução para a insuficiência humana; como se precisássemos apenas de olhar para dentro de nós mesmos para encontrar força, esperança e “espiritualidade”. Isto é o oposto de ser “pobre em espírito”.

Começo o dia de hoje em humilde reconhecimento da minha insuficiência no meu próprio “espírito”. Que eu peça, e confie na graça do Espírito Santo, em todos os meus deveres e relações. Porque o Senhor promete bem-aventurança àqueles que caminham com confiança n’Ele, e “o Reino dos Céus” já no aqui e agora. É o reino onde Ele é Rei, e não eu. Glória a Ele!

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¹ expressão idiomática do inglês que significa melhorar a própria situação com os próprios méritos e esforços sem qualquer tipo de ajuda de ninguém.

Versão brasileira: João Antunes

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