“‘Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e de ser cumprimentados nas praças! Ai de vós, porque sois como os túmulos, que não se veem e sobre os quais as pessoas passam sem se aperceberem!’. Um doutor da Lei tomou a palavra e disse-lhe: ‘Mestre, falando assim, também nos insultas a nós’. Mas Ele respondeu: ‘Ai de vós, também, doutores da Lei, porque carregais os homens com fardos insuportáveis e nem sequer com um dedo tocais nesses fardos!’.” (Lucas 11,43-46)
Bom para este doutor da lei! Ele ouviu as ações dos “outros” serem reprovadas em um sermão, e reconheceu que ele próprio, desta mesma forma, era reprovável. E por este discernimento, o Senhor abençoa-o com um esclarecimento, a respeito de como ele e sua turma (a dos doutores da lei) poderiam agir melhor.
Que eu também reconheça repreensões na escritura, ou em sermões, que “também nos insultas a nós”. Pois é por isso que me é dado ler ou ouvir estas palavras em primeiro lugar: não de modo que eu possa esmiuçar as falhas dos “outros” de forma mais precisa, mas para que eu possa ver minhas próprias falhas mais claramente e agir melhor. Enquanto rezamos com a Oração Quaresmal de Santo Efrém: “Sim, Senhor e Rei, concede ver meus pecados e não julgar meus irmãos porque és bendito pelos séculos dos séculos. Amén”.
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