
“Tendo entrado em Jericó, Jesus atravessava a cidade. Vivia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe de cobradores de impostos. Procurava ver Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. Correndo à frente, subiu a um sicômoro para o ver, porque Ele devia passar por ali. Quando chegou àquele local, Jesus levantou os olhos e disse-lhe: ‘Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa’. Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus, cheio de alegria. Ao verem aquilo, murmuravam todos entre si, dizendo que tinha ido hospedar-se em casa de um pecador.” (Lucas 19,1-6)
Zaqueu não é capaz de ver Cristo no meio da multidão, e não só porque ele era de pequena estatura. Zaqueu era desprezado pela multidão, e merecidamente, porque ele era um cobrador de impostos corrupto. Então, avançar empurrando no meio desta multidão não teria sido uma opção fácil para ele; ele poderia terminar com um olho roxo.
Os relacionamentos de Zaqueu com outros seres humanos força, um homem rico e realizado, a subir em uma árvore. É o melhor que ele pode fazer nestas circunstâncias, o que o distancia não só da multidão, mas de ver Cristo. Então a primeira coisa que Zaqueu resolve fazer, depois do Senhor inesperadamente lançar sua luz cheia de graça em sua situação, é fazer as pazes com os outros: “Senhor”, diz ele, “… se defraudei alguém em qualquer coisa, vou restituir-lhe quatro vezes mais” (Lucas 19,8).
Neste Dia de São Valentim que eu veja se quaisquer relacionamentos rompidos me impedem de ver Cristo, de deixá-l’O entrar em minha “casa”. E vou estar disposto a fazer correções, onde quer que me seja possível. Porque meu Senhor está disposto a entrar em minha casa, mesmo em meio a qualquer desordem que eu tenha feito, se ao menos eu esteja disposto a deixá-l’O entrar. “Senhor”, digo hoje, venha “hospedar-Se em casa” de mim que sou pecador e lance Sua luz sobre minha situação. Amén.
Versão brasileira: João Antunes
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