
“Ora a fé é garantia das coisas que se esperam e certeza daquelas que não se veem. Foi por ela que os antigos foram aprovados. Pela fé, sabemos que o mundo foi organizado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê provém de coisas não visíveis.” (Hebreus 11,1ss)
Então na fé podemos “ver” o visível e “compreender” sua Fonte invisível. Assim, o visível pode, na fé, ser uma lembrança constante do invisível; na fé, o visível é um canal para a revelação divina. Assim, usamos ícones e símbolos visíveis em nossa Tradição litúrgica, para que eles nos apontem para o invisível. Nossa “visão” não para, por assim dizer, no ícone, mas estende-se além dele, em direção Àquele ou aqueles retratados nele.
Sou grato a Deus por envolver meus sentidos como Ele faz e sempre fez, de várias formas. Essas “formas” incluem os exemplos simples, cotidianos, de beleza, como as flores florescendo aqui e ali agora [Primavera no Hemisfério Norte]; essas “formas” também incluem a forma extraordinária, muito grande, que Ele entrou em nossa história, deixando-nos ver Seu Filho encarnado, caminhando e falando entre nós. Agradeço-Te hoje, meu Senhor, por me lembrar de Ti todos os dias, em Tuas belas imagens. “Causastes a todos grande alegria, ó nosso Salvador, quando viestes para salvar o mundo” (Tropário do Domingo da Ortodoxia).
Versão brasileira: João Antunes
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