
Qual é o objetivo do “Artos”, o grande pão da Páscoa que é abençoado no final da Divina Liturgia na noite da Páscoa e levado em procissão ao redor da igreja (e ao refeitório, no caso dos mosteiros) ao longo da Semana Luminosa? Ele simboliza o próprio Cristo, em nosso meio. Serve para nos recordar da presença do Senhor ressuscitado entre Seus discípulos naquele tempo, quando Ele Se uniu à conversa deles no caminho de Emaús e Se revelou a eles “no partir do pão”; quando Ele entrou no cenáculo onde eles estavam reunidos, “apesar das portas fechadas”; quando Ele ficou na margem do Mar da Galileia e os preparou o café da manhã, quando eles voltaram do trabalho e (improdutiva) pesca; e também agora, na Era da Igreja, quando Ele continua a revelar Sua presença de formas semelhantes, — “no partir do Pão” na Eucaristia; em outros lugares onde poderíamos estar reunidos em Seu nome, tanto offline como online, “apesar das portas fechadas” de nossos corações; em nosso(s) local(is) de trabalho, no(s) qual(is) poderíamos estar nos esforçando improdutivamente, e assim por diante.
Em qualquer lugar e a qualquer momento, Ele está Se oferecendo a nós, como o Pão da Vida, como o alimento de vida para nossas almas e corações, que — quando o perdemos de vista — facilmente caímos em medos egocêntricos, desânimo, lutas inúteis entre nós e uns com os outros, e o tipo improdutivo de “pesca” para alimento fora d’Ele. Hoje, não hesito em me aproximar d’Ele, Que está sempre presente e é capaz de me fazer sair de qualquer escuridão ou morte para a luz e a vida. Cristo ressuscitou!
Versão brasileira: João Antunes
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