REZANDO O PAI NOSSO

Ao rezar o Pai Nosso, sou guiado o a uma postura apropriada em relação a Ele, como nosso Pai comum, e em relação a mim mesmo, como Seu filho entre incontáveis outros. Tomo consciência d’Ele, como Aquele cuja vontade (e não minha) estou disposto a fazer, e cuja vinda do reino não quero impedir, não em minha própria vida e nem na vida dos outros. Tomo consciência também de “nossa” conexão, a conexão de todos nós, filhos de Deus, aqui na Terra, com o céu. É tão benéfico que o “céu” seja mencionado não uma, mas duas vezes no Pai Nosso, (1. “que estais no céu”; 2. “assim na terra como no céu”), então aprendo, rezando com as palavras que o próprio Deus-Homem nos ensinou a rezar, a perceber como a terra e o céu estão ligados, dentro de nós, através da comunhão e da unidade que nos é oferecida através da Palavra de Deus que Se fez carne. Ele rezou esta oração primeiro, e quando emprestamos nossas pequenas vozes à Sua voz, nós ficamos ao Seu lado, como filhos e filhas de Nosso Pai. E finalmente, esta oração ilumina minhas provas terrenas, — minhas preocupações com meu “pão de cada dia”, com as dívidas/ofensas que preciso perdoar e ser perdoado, e com as “tentações” das quais preciso ser liberto.

Aprendo através desta oração a confiar em Deus e não em mim mesmo nestas situações. Aprendo a me atrever a contar com Ele, a confiar n’Ele, à medida que Ele guia meus pequenos passos em direção à salvação, enquanto eu mesmo devo dar os passos. É como quando um pai está ensinando uma criança a andar, segurando as suas mãos conforme ela coloca um pé na frente do outro. “Não nos deixeis cair em tentação”, o Senhor nos ensina a dizer, no caso de ocasionalmente insistirmos em nos soltarmos das mãos de Nosso Pai e nos jogarmos em uma poça de lama. “Mas livrai-nos do Mal”, acrescentamos para estes casos, quando precisamos ser resgatados das poças de lama. Graças Te dou, Senhor, por nos ensinar a rezar como Tu rezaste, pois Teu é o reino e o poder e a glória, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amén! Cristo ressuscitou!

Versão brasileira: João Antunes

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