
É exclusivamente humano temer a opinião alheia e sentir-se um pouco perturbado quando não somos honrados ou, pelo menos, respeitados por outras pessoas em nosso meio. Mas nosso Senhor nos diz, na leitura do Evangelho de hoje, que a fé n’Ele, a verdadeira fé, não nos é possível quando caímos nesse tipo de medo: “Como vos é possível acreditar”, Ele nos pergunta, “se andais à procura da glória/honra (δόξαν) uns dos outros, e não procurais a glória/honra (δόξαν) que vem do Deus único?” (João 5,44). Não é possível ter fé quando o medo meramente humano governa nosso coração. Porque o medo é o oposto da fé.
Como posso mudar isso, quando me sinto angustiado e temeroso da opinião humana negativa, e como posso começar a “procurar a glória/honra que vem do Deus único”? Posso abrir meu coração para a comunhão com Ele, estou refletindo nesta manhã, enquanto me sento e digito isto em um terraço em Roma. Encontro a paz da glória adequada, da “glória correta” (“orto-doxia”) que não é a opinião de todos nós sobre mim mesmo, quando me coloco diante de Cristo e me asseguro de que estou sentado a Seus pés, como estou, com o coração contrito e arrependido por meus fracassos e meus sucessos. Ele nos permite fazer isso, quando nos permitimos fazê-lo, porque Deus não despreza “um coração contrito e arrependido” (Salmo 50/51,19). E Ele nos defende, quando nos sentamos a Seus pés, quando outros gostariam que estivéssemos fazendo outra coisa, porque “uma só coisa é necessária”. Ele diz: Esta Minha filha “escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada” (Lucas 10,42). Portanto, hoje, vamos nos reconciliar com Ele, sentando-nos a Seus pés como somos, e não nos preocupemos com o que os outros acham que é mais “necessário”. Graças Te dou, Senhor, por afugentar o medo egocêntrico de nosso coração, e abençoe esta sexta-feira ensolarada com a Tua luz.
Versão brasileira: João Antunes
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