A FÉ DA SAMARITANA

A Samaritana, tendo ido com fé ao poço, viu-Te, ó Água da Sabedoria; e saciada por Ti, a sua sede herdou o Reino eterno do Céu.” (Kondákion da Samaritana)

Como é isso de a mulher samaritana ter ido “com fé” ou “pela fé” (πίστει/верою) até ao poço? Era preciso ter fé para realizar uma tarefa essencial e cotidiana, como ir até esse poço ao meio-dia para tirar água? Não necessariamente. Mas o autor desse hino está dizendo que ela já tinha fé, mesmo antes de encontrar Aquele em Quem ela acreditava. Como ela disse a Cristo: “Eu sei que o Messias, que é chamado Cristo, está para vir. Quando vier, há-de fazer-nos saber todas as coisas” (João 4,25). Em resposta à sua fé, nosso Senhor revela a ela que Ele é o Messias, antes de revelar isso a qualquer outra pessoa: “Sou Eu, que estou a falar contigo”. Ela é capaz de reconhecê-l’O e “vê-l’O” como Ele é, e de “ser saciada” pela Água da Sabedoria, porque seus olhos e ouvidos estavam abertos, pela fé. Ela tinha fé, que, nas palavras do autor de Hebreus, é “garantia das coisas que se esperam e certeza daquelas que não se veem” (Hebreus 11,1).

Nesta manhã, sou inspirado por ela a ter fé e esperança, ao realizar minhas tarefas e responsabilidades do dia-a-dia, para que eu esteja pronto para reconhecer Cristo em nosso meio e “ser saciado” pela Água da Sabedoria que Ele nos oferece em nossas várias bênçãos e desafios. “Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede”.

Versão brasileira: João Antunes

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