
Nesta segunda-feira, ainda estou refletindo sobre a leitura do Evangelho de ontem, sobre a mulher samaritana. Ela foi até o poço “por volta do meio-dia” (João 4,6), por volta da Sexta Hora. Isso me fez pensar sobre as bênçãos e os desafios da oração do meio-dia, tradicionalmente conhecida como a Sexta Hora. (Fato curioso: o termo “siesta” vem da tradição ocidental de oração da “Sexta” Hora). Penso que muitas vezes é difícil se lembrar de orar em meio ao nosso dia, porque costumamos estar envolvidos com muitas coisas. Tradicionalmente, a Sexta Hora ou meio-dia, em que o sol está mais brilhante e quente, é considerada uma hora de intensa tentação, uma hora do “demônio do meio-dia” (Salmo 90,6 cf. Septuaginta) ou do “flagelo que mata em pleno dia” (Salmo 91,6). É também a hora em que Cristo foi pregado na cruz. Mas, como mencionado acima, é também a hora do encontro de uma mulher com Cristo em um poço nos arredores de Sicar, em Samaria, enquanto ela realizava suas tarefas cotidianas.
Esta semana, vou me recordar desse encontro enquanto me (re)concentro em um pouco de oração em meio ao meu dia de trabalho. Não importa o que esteja acontecendo em minha jornada, eu me recordarei de pedir Sua “água viva”, Sua graça e sabedoria, para que eu possa adorá-l’O “em espírito e verdade” (João 4,23) em meio ao meu dia, quando eu estiver sentindo várias formas de “sede” espiritual. Quero dizer, várias formas ou manifestações da privação da graça de Deus, como o medo egocêntrico, os aborrecimentos com os outros, a procrastinação, o desânimo, etc. “Senhor, dá-me dessa água”, também em meio ao meu dia, “para eu não ter sede!” (João 4,15).
Versão brasileira: João Antunes
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