DEUS OPERA EM NÓS TAMBÉM EM NOSSOS TEMPOS DIFÍCEIS

Quando o Senhor terminou de falar com a mulher samaritana, Seus discípulos voltaram com um pouco de comida e pediram que Ele comesse. Mas Ele lhes disse: “Eu tenho um alimento para comer, que vós não conheceis. O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra” (João 4,32.34). O “alimento” de Cristo neste momento foi a “recolha” ou colheita de “fruto em ordem à vida eterna”, que foi a conversão da mulher samaritana. Os discípulos “não sabem” sobre esse “alimento” porque consideram os samaritanos como hereges e estrangeiros e, portanto, não vale a pena conversar com eles. Os samaritanos, na opinião dos discípulos, não poderiam ser capazes ou estar prontos para ouvir a verdade, porque eles são “outros” e foram ensinados erroneamente por “outros”. Mas o Senhor convida os discípulos a “levantarem os olhos e verem” para além de si mesmos, porque a Igreja “recolhe” também onde “outros” trabalharam antes para o Semeador: “Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão dourados para a ceifa. Já o ceifeiro recebe o seu salário e recolhe o fruto em ordem à vida eterna, de modo que se alegram ao mesmo tempo aquele que semeia e o que ceifa. Nisto, porém, é verdadeiro o ditado: ‘um é o que semeia e outro o que ceifa’. Porque Eu enviei-vos a ceifar o que não trabalhastes; outros se cansaram a trabalhar, e vós ficastes com o proveito da sua fadiga” (João 4,35b-38).

Hoje estou refletindo sobre os “outros” em nossa própria vida, que contribuem para nosso crescimento espiritual quando somos “estrangeiros” em relação à verdadeira fé em Cristo. Nós mesmos também “trabalhamos”, talvez de maneiras erradas, quando estamos buscando satisfação nos lugares errados. Como talvez tenha acontecido com a mulher samaritana, quando ela estava se relacionando com um homem após o outro. Talvez tenhamos sido completamente tragados por algum vício, em nossa busca por satisfação ou por algo “mais”. Mas, assim como aconteceu com Jonas, quando ele foi engolido pelo peixe, Deus não está ausente quando estamos presos no ventre de algum vício ou de outras tribulações. Deus ouve nossas súplicas, por mais débeis ou erradas que sejam, e não nos ignora, como se não valesse a pena falar conosco. “Escuta, SENHOR, a voz da minha súplica” (Salmo 140,7b), digamos hoje, e agradeçamos pelo Senhor estar sempre presente, em meio a nossos altos e baixos.

Versão brasileira: João Antunes

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