
“Agora vou para Aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’. Mas, por vos ter anunciado estas coisas, o vosso coração ficou cheio de tristeza. Contudo, digo-vos a verdade: é melhor para vós que Eu vá, pois, se Eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas, se Eu for, Eu vo-lo enviarei.” (João 16,5ss)
Na leitura do Evangelho de hoje, Nosso Senhor conforta os discípulos sobre Sua “partida” para que “o Paráclito” venha a eles, porque a perspectiva da partida de Cristo encheu seus corações de tristeza. Isso me faz pensar em outros tipos de perdas ou “partidas” de pessoas ou coisas em nossa vida, que enchem nosso coração de tristeza. É normal que lamentemos a perda ou o fim de uma amizade ou de algum outro tipo de relacionamento, porque não nos é dado conhecer o futuro ou quem/o que Deus nos enviará em seguida. Mas se cultivarmos nossa fé, o que exige um trabalho diário e de hora em hora, dizendo de coração: “Seja feita a Tua vontade, venha o Teu reino” e exercitando nossa gratidão — músculos que costumam se atrofiar em caso de tristeza profunda —, poderemos abrir nossos olhos, ouvidos e coração para o novo aqui e agora, no qual Deus está tão presente e ativo como sempre esteve em nossa “antiga” vida. Podemos até vir a aceitar a difícil “verdade” que o Senhor diz aos discípulos, que é uma “vantagem” para eles/nós que experimentemos essa perda ou partida, porque um novo Paráclito está chegando. Estejamos abertos ao presente e atentos ao que Deus está nos enviando agora, para não perdermos a graça que está prestes a ser derramada abundantemente sobre nós. “Sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mateus 28,20). Amén!
Versão brasileira: João Antunes
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