
Nesta manhã de quinta-feira, estou pensando em como estamos divididos hoje em dia, dispersos em nossas próprias bolhas de informação em um mundo que enxergamos mais pela tela do celular ou do computador do que cara a cara. Podemos nos perguntar: como uma comunidade-igreja pode sobreviver como uma unidade, em nossa Era da Internet? Na leitura do Evangelho de hoje, Nosso Senhor nos conforta, para que tenhamos “confiança” e paz n’Ele, mesmo enquanto enfrentamos essa “tribulação”: “Eis que vem a hora — e já chegou — em que sereis dispersos cada um por seu lado, e me deixareis só, se bem que Eu não esteja só, porque o Pai está comigo. Anunciei-vos estas coisas para que, em mim, tenhais a paz. No mundo, tereis tribulações; mas, tende confiança: Eu já venci o mundo!” (João 16,32s).
A unidade da Igreja não é realizada por “nós”, porque somos impotentes em relação ao “mundo” e não podemos dominá-lo com nossas próprias luzes, por mais que tentemos. Deus, por outro lado, em Seu Filho humano-divino e pela graça de Seu Espírito, é e sempre será Um. Ele nos oferece a união no Sacramento da Unidade que é a Igreja, em seus inúmeros “sacramentos”, tanto dentro quanto fora das paredes das igrejas. E por “sacramentos” quero dizer aqueles momentos de comunhão ou união com Ele, oferecidos a nós de várias maneiras em nossa fé tradicional. É n’Ele que deixamos de ser fragmentados, tanto dentro de nós mesmos quanto uns com os outros. Seu amor incondicional por nós, Sua esperança e Sua fé em nós, mesmo quando permanecemos dispersos, nos contagia, por assim dizer, quando não hesitamos em buscá-l’O e cultivar nosso amor, esperança e fé n’Ele. Podemos transmitir Sua fé, esperança e amor para nossas “comunidades” imediatas e on-line, focando e voltando a focar em Sua presença em nosso meio.
Que eu não me limite a falar ou escrever sobre isso hoje, mas que busque um contato consciente com Ele por meio de um pouco de leitura salutar, contemplação e oração ao longo do meu dia. A unidade da Igreja é boa, como Nosso Senhor nos recorda, porque Ele “não está só”, permanecendo sempre a Trindade indivisa, a despeito de quantas vezes nos dispersamos em nossas próprias pequenas telas e sua(s) tribulação(ões). “No mundo, tereis tribulações; mas, tende confiança: Eu já venci o mundo!”.
Versão brasileira: João Antunes
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