VAMOS EM PAZ

Não te peço que os retires do mundo, mas que os livres do Maligno. De fato, eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo. Faz que eles sejam teus inteiramente, por meio da Verdade; a Verdade é a tua palavra. Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo, e por eles totalmente me entrego, para que também eles fiquem a ser teus inteiramente, por meio da Verdade.” (João 17,15-19)

Nosso Senhor ora ao Pai não para que sejamos retirados “do mundo”, mas para que sejamos livres do maligno, que “sejamos inteiramente” do Pai (ou seja, “santificados”, que significa “dedicados”) por meio da Verdade. Portanto, não fugimos do mundo nem nos escondemos dele dentro das paredes de nossa igreja; somos enviados a ele, embora não sejamos “do” mundo, não pertençamos a ele. Somos dedicados a Deus e a mais ninguém, no Santo Batismo, e continuamos a sê-lo “por meio da Verdade” durante toda a nossa vida, se ou quando escolhermos ser sustentados pela verdade d’Ele e de mais ninguém.

É particularmente encorajador e importante em nosso “mundo pós-verdade” ter em mente que somos enviados ao mundo com o propósito e o significado de Deus, em vez de sermos abandonados nele sem nada ou ninguém para dar sentido ao nosso lugar nele. Somos recordados disso a cada Divina Liturgia, quando o sacerdote diz a todos nós, antes da bênção final: “Vamos em paz!”. Assim, somos enviados para além das paredes da igreja, não de mãos vazias, mas com e na “paz que vem do alto” que recebemos em comunhão com Cristo e Sua Verdade, para que a partilhemos em nosso entorno imediato e em nossos relacionamentos pessoais. Hoje, quero “ir em paz” da minha leitura matinal do Evangelho, santificado mais uma vez por Aquele a Quem escolhi servir, junto com todos vocês, meus amados leitores. “Vamos em paz!” nesta sexta-feira e neste fim de semana de Pentecostes.

Versão brasileira: João Antunes

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