
“Por isso, todo o doutor da Lei instruído (μαθητευθεὶς, torna-se um discípulo) acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro.” (Mateus 13,52)
Todos os “doutores” ou pessoas instruídas, que se tornaram discípulos de Cristo, devem compartilhar de seu “tesouro” coisas novas e velhas. Ou seja, coisas já conhecidas e ditas anteriormente, e coisas até então não conhecidas ou ditas, ou ainda não discernidas ou formuladas, já que a tradição é vivida em contextos históricos sempre novos.
Isso também significa que não proclamamos que “tudo já foi dito pelos Padres”, nem nos comprometemos com o que o Pe. George Florovsky chamou de “uma teologia de repetição”. Embora estudemos e “apresentemos” aos outros a “antiga” sabedoria tradicional das gerações anteriores da fé e do pensamento cristãos, também temos a responsabilidade de trazer desde o tesouro de nossa fé suas “novas” aplicações e respostas às novas bênçãos e desafios de nosso próprio tempo. Também somos chamados a fazer isso na linguagem de nosso próprio tempo e por meio das tecnologias e dos meios de comunicação que temos à nossa disposição. Graças Te dou, Senhor, por nos dignificar a todos nós, seres humanos imperfeitos, com essa vocação, de forma responsável e criativa, para viver e “apresentar” a tradição. Feliz sexta-feira, queridos amigos!
Versão brasileira: João Antunes
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