
“E espero (Προσδοκῶ / Чаю / exspecto) a ressurreição dos mortos e vida do mundo que há-de vir. Amén.” (Credo Niceno-Constantinopolitano)
Neste domingo, ao celebrarmos a ressurreição do Senhor dentre os mortos, também celebramos a nossa ressurreição dentre os mortos. Nossa comunhão com e no Corpo de Cristo é a comunhão no e com o Corpo do Cristo ressuscitado, e não de Um morto. De fato, recebemos uma nova vida n’Ele e somos transformados n’Ele todos os dias e a qualquer momento, sempre que nos encontramos em algum tipo de rotina, em algum tipo de “túmulo”, e O buscamos para nos tirar de lá. É por isso que professamos no Credo que constantemente “buscamos”, “ansiamos” e “esperamos” a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir, em qualquer circunstância. Por meio de nossa fé, podemos permitir que Cristo manifeste essa nova vida aqui e agora, “como no Céu, assim também na terra” (Mateus 6,10b), sempre que escolhermos a vida em vez da morte, a fé em vez do medo, o perdão em vez do ressentimento, a humildade em vez do orgulho, a gratidão em vez da insatisfação e a esperança em vez do receio que vem com a adoção da “sabedoria deste mundo” (1ª Coríntios 3,19a).
Nesta manhã, aproximemo-nos da Sagrada Comunhão com fé n’Aquele que pode e nos tirará de nossas crises — as grandes, como guerras e outras catástrofes provocadas pelo homem, e as pequenas, como nossos pequenos ressentimentos pessoais e outros pensamentos motivados pelo medo. “Não morrerei, antes viverei, para narrar as obras do SENHOR” (Salmo 118,17).
Versão brasileira: João Antunes
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