O PECADO AOS OLHOS DE DEUS

Contra ti pequei, só contra ti, fiz o mal diante dos teus olhos; por isso é justa a tua sentença e reto o teu julgamento.” (Salmo 50/51,6)

O rei David compôs este célebre salmo (“Tem compaixão de mim, ó Deus, pela tua bondade…”) depois de ter cometido adultério e assassínio, os dois pecados que, segundo se pensa, mais diretamente violam outro ser humano. E, no entanto, ele diz a Deus: “Contra ti pequei, só contra ti, fiz o mal…”.

Isto porque, em última análise, só o reto julgamento de Deus pode avaliar corretamente o “pecado” e a sua gravidade. Em última análise, só Deus, como legislador, pode “ver” onde e como transgrido a Sua lei, e só a Sua graça me permite “ver” como Ele vê. A opinião humana, por outro lado, a minha e a dos outros, é capaz de olhar para o pecado com prazer, ou distorcer a sua gravidade, ou rotular de “pecado” algo que Deus não vê como “pecado” de forma alguma. E eu posso facilmente desviar-me do meu verdadeiro “pecado”, concentrando-me em algo externo, que não é relevante para Deus.

Hoje, que eu me disponha a “ver” como Deus vê, segundo “Sua grande misericórdia”, pedindo humildemente este dom em oração.

Versão brasileira: João Antunes

© 2016, Ir. Vassa Larin
Reflexões com café na manhã: 365 devoções diárias para pessoas ocupadas

(A Irmã Vassa está fazendo uma pausa de verão em suas reflexões diárias até o dia 1º de setembro.)