
“Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e levou-os, só a eles, a um alto monte. Transfigurou-se diante deles: o seu rosto resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. Nisto, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele. Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: ‘Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias’.” (Mateus 17,1-4)
Nessa ocasião, Pedro “não sabe que dizer” (Marcos 9,6), porque a revelação é arrebatadora. Mas isso não o impede de dizer algo. É uma sugestão. É algo do tipo: “Senhor, isso é tão bom, vamos todos ficar aqui e viver felizes para sempre. Esqueça todas aquelas pessoas lá embaixo”.
Esse é um caso de embriaguez espiritual; de um novato nos estágios iniciais do encontro com a graça, um pouco como alguém apaixonado pela primeira vez. Nessa fase, podemos dizer e fazer coisas que, a posteriori, parecem bastante bobas. Talvez nos esqueçamos de nossas responsabilidades, tendamos a nos esquecer do resto das pessoas em nossa vida e, mais tolo ainda, ofereçamos sugestões ou até mesmo conselhos àqueles que são muito mais experientes do que nós; àqueles que têm levado uma vida espiritual o tempo todo, antes de decidirmos assumi-la.
Hoje, peço a Deus que plante meus pés firmemente no chão, quando minha cabeça estiver nas nuvens. E que eu receba meu entusiasmo pela vida espiritual com gratidão e, quando necessário, com senso de humor, sem me levar muito a sério. E que Ele mantenha as coisas à Sua maneira, leves.
Versão brasileira: João Antunes
© 2016, Ir. Vassa Larin
Reflexões com café na manhã: 365 devoções diárias para pessoas ocupadas
(A Irmã Vassa está fazendo uma pausa de verão em suas reflexões diárias até o dia 1º de setembro.)
