
“Então, Maria ungiu os pés de Jesus com uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, e enxugou-lhos com os seus cabelos. A casa encheu-se com a fragrância do perfume. Nessa altura disse um dos discípulos, Judas Iscariotes, aquele que havia de o entregar: ‘Porque é que não se vendeu este perfume por trezentos denários, para os dar aos pobres?’. Ele, porém, disse isto, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão e, como tinha a bolsa do dinheiro, tirava o que nela se deitava. Então, Jesus disse: ‘Deixa que ela o tenha guardado para o dia da minha sepultura! De fato, os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim não me tendes sempre’.” (João 12,3-8)
O que Judas demonstra aqui não é parcimônia, mas mesquinhez. A parcimônia é um uso eficiente do dinheiro e de outros recursos, com base na saúde e na sabedoria espiritual, enquanto a mesquinhez é uma expressão de medo egocêntrico. É um aperto inadequado e doentio no coração nos momentos em que somos chamados a ofertar. Assim como Judas fez acima, uma pessoa mesquinha se fecha no e do aqui e agora, isolando-se das pessoas e situações concretas do presente, enquanto “guarda” para alguma “outra” vaga ocasião ou pessoa. Isso tem a pretensão de nos proteger da vulnerabilidade, mas, no final das contas, é bastante estressante e deprimente.
Hoje, vou me doar generosamente no meu aqui e agora, com e para as pessoas que “não tenho sempre”, mas que tenho hoje. A generosidade tem uma maneira de me aliviar do estresse e de vários medos, reconectando-me com os outros e, de alguma forma, enchendo-me de gratidão pelo que tenho. Senhor, que eu dê hoje para poder receber, em Ti e conTigo. Amén!
Versão brasileira: João Antunes
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