NUMA SÓ VOZ

E a verdade é que tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nossa instrução, a fim de que, pela paciência e pela consolação que nos dão as Escrituras, tenhamos esperança. Que o Deus da paciência e da consolação vos conceda toda a união nos mesmos sentimentos, uns com os outros (τὸ αὐτὸ φρονεῖν ἐν ἀλλήλοις), segundo a vontade de Cristo Jesus, para que, numa só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por conseguinte, acolhei-vos uns aos outros, na medida em que também Cristo vos acolheu, para glória de Deus.” (Romanos 15,4-7)

O que permite que nos reunamos a “uma só voz”, como descrito aqui por São Paulo? É por meio de pontos de vista partidários comuns, ou de uma origem étnica comum, ou de uma posição social, que alcançamos “a união nos mesmos sentimentos, segundo a vontade de Cristo Jesus”? Não. É por meio “da paciência e da consolação (διὰ τῆς ὑπομονῆς καὶ διὰ τῆς παρακλήσεως) que nos dão a Escrituras” que recebemos “a união numa só voz” sobre a qual o Apóstolo fala aqui.

Hoje em dia, há muitas outras “escrituras” ou textos, — e histórias, e temas, — aos quais sou exposto diariamente, e que competem dentro de mim por minha lealdade. Mas neste dia, ao me reunir com outras pessoas, “para que, numa só voz, glorifiquemos a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo”, que eu adote a “paciência e consolação que nos dão as Escrituras” que nos dão esperança, em vez das questões externas que nos dividem. Que eu “acolha” os outros como fui acolhido, pelo “Deus da paciência e da consolação”, segundo a vontade de Cristo Jesus. “Acolhei-vos uns aos outros, na medida em que também Cristo vos acolheu, para glória de Deus.” Amén!

Versão brasileira: João Antunes

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