
“Os soldados, depois de terem crucificado Jesus, pegaram na roupa dele e fizeram quatro partes, uma para cada soldado, exceto a túnica. A túnica, toda tecida de uma só peça de alto a baixo, não tinha costuras. Então, os soldados disseram uns aos outros: ‘Não a rasguemos; tiremo-la à sorte, para ver a quem tocará’. Assim se cumpriu a Escritura, que diz: ‘Repartiram entre eles as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes’.” (João 19,23s)
As “roupas” do Homem-Deus, sobre as quais os soldados lançaram sortes com tanta frieza, agora parecem uma mercadoria sem qualquer significado. E, no entanto, essas são as mesmas vestes que “tornaram-se brancas como a luz” (Mateus 17,2) no Monte da Transfiguração. E toda a questão de lançar sortes sobre elas foi profetizada séculos antes no Salmo 21/22,19: “Repartem entre si as minhas vestes e sorteiam a minha túnica”.
Assim, em Cristo, o “significado” de minhas roupas não é o que costumava ser, nem o que parece ser para o olho sem fé. Por quê? Porque Ele as vestiu. Ele também as transfigurou e foi despido delas para me vestir com uma roupa nova em Sua ressurreição corporal. Minha roupa não “significa” mais o que significava para o primeiro Adão, que foi vestido por Deus como consequência do pecado (Gênesis 3,21). Fui despojado dessas roupas velhas no batismo e recebi uma nova “veste de luz”, da qual sou recordado nesta manhã, ao me vestir. Portanto, vou prestar atenção hoje aos grandes significados das pequenas coisas, como minhas roupas, que me foram dadas em Sua novidade de vida. “Pois todos os que fostes batizados em Cristo, revestistes-vos de Cristo” (Gálatas 3,27). Que Ele seja glorificado, mesmo em minhas pequenas coisas. Amén.
Versão brasileira: João Antunes
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