
“Por isso me comprazo nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias, por Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte. Procedi como um insensato! Mas vós é que me forçastes a isso. Por vós é que eu deveria ter sido recomendado, pois em nada fui inferior a esses superapóstolos, embora eu nada seja.” (2ª Coríntios 12,10s)
Como podemos nos identificar com o que São Paulo está dizendo aqui? Por meio do amor. Ele ama Cristo e ama essas pessoas, os coríntios, a ponto de “proceder como um insensato” (como ele menciona acima), mas o que me parece (desculpe, São Paulo) é que ele está apenas tentando provar o seu amor por eles. Ele parece estar dizendo: “Olha, eu sou digno do seu amor tanto quanto os outros apóstolos!”. E ele percebe que isso o faz parecer fraco e vulnerável ou necessitado de amor, então ele se chama de “insensato”, mas esse é o seu amor por eles falando. E é claro que isso não é uma fraqueza. E São Paulo realmente sabe disso, e é por isso que ele diz que é forte quando é fraco (por meio do amor).
O amor é uma virtude, e não devemos nos envergonhar de dizer àqueles que amamos que os amamos. Como a rosa do Pequeno Príncipe finalmente lhe diz, quando ela se torna madura e sábia: “É claro que eu te amo. Foi minha culpa não perceberes isso”. Pelas orações de São Paulo, Senhor, dá-nos a coragem de amar uns aos outros e de não temer sermos diminuídos por isso.
Versão brasileira: João Antunes
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