MUITOS SÃO OS CHAMADOS, MAS POUCOS OS ESCOLHIDOS

O Reino do Céu é comparável a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram comparecer… Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.” (Mateus 22,2s.14)

Os primeiros convidados para o banquete nupcial do rei não quiseram comparecer. Então, o rei convida todo mundo e qualquer um, e um daqueles que compareceram não se preocupou em se vestir apropriadamente, de modo que o rei mandou que ele fosse expulso pelos servos. Nosso Senhor termina essa parábola com a frase intrigante: “Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos”, o que faz com que muitos de nós cocem a cabeça. Por que Deus nos “chamaria”, mas não nos “escolheria”?

O fato é que Deus é Aquele que faz o chamamento ou convite para o baquete nupcial de Seu Filho, mas não é Deus Quem faz a escolha de comparecer ou não, ou de como comparecer, se assim escolhermos. A nós é dada a dignificante liberdade de fazer a escolha, se vamos ou não responder ao chamado de Deus e como vamos responder a ele. Poucos acabam sendo “escolhidos”, porque poucos “escolhem” comparecer ao tipo de banquete de Deus. Em alguns casos, podemos ser antagônicos ao chamado/convite de Deus, ou indiferentes, ou apenas interessados em participar da festa e da comida, mas não com a mudança de roupa apropriada. Vestir o “traje nupcial” significa adotar uma mudança cristã em nossa mentalidade e comportamento, conforme indicado por nossa veste branca de batismo, que significa “revestir-se de Cristo” e viver em Seu Espírito.

Isso significa que Deus exige que sejamos perfeitos e que, caso contrário, Ele não poderá nos tolerar em Seu meio? Não. O que Deus pede de nós é que recebamos a “veste” de Seu Filho, por cuja perfeição, proteção e cuidado podemos viver e ser nutridos na abundante graça que é oferecida em Seu banquete, se assim escolhermos. Sejamos escolhidos hoje, queridos amigos, e escolhamos a companhia de Deus, porque podemos escolhê-la.

Versão brasileira: João Antunes

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