NEM TODAS AS AUTORIDADES SÃO “DE DEUS”

Que todos se submetam às autoridades públicas, pois não existe autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram estabelecidas por Deus. Por isso, quem resiste à autoridade opõe-se à ordem querida por Deus, e os que se opõem receberão a condenação. É que os detentores do poder não são temidos por quem pratica o bem, mas por quem pratica o mal.” (Romanos 13,1-3a)

Esta manhã, deparei-me com essa leitura e detive-me no último versículo citado acima. São Paulo está falando sobre governantes que “não são temidos por quem pratica o bem, mas por quem pratica o mal”. O próprio São Paulo foi condenado à morte por autoridades às quais ele não quis se submeter de forma contrária à sua consciência e fé. Porque essas autoridades haviam escolhido se tornar um terror para “quem pratica o bem”, nem sempre ou não apenas para quem pratica o mal.

Portanto, não devemos reconhecer como autoridades quaisquer “autoridades” ou “detentores do poder”, na medida em que eles escolham se tornar um terror para quem pratica o bem, como orar ou protestar pela paz; como falar contra a corrupção, falar contra crimes de guerra ou falar outra verdade que vai contra eles. Nossa principal obediência é à Deus, cuja verdade nos liberta de qualquer senso de obrigação equivocado ou mal orientado para com as “autoridades” que deixaram de ser autoridades para nós, porque optam por perseguir o bem. Estou refletindo sobre isso nesta manhã de terça-feira enquanto rezo o Tropário libertador da Primeira Hora: “Escuta a voz do meu clamor, ó meu Rei e meu Deus!” (Salmo 5,3). Graças a Ti, Senhor, por me dar a minha voz e por ser minha maior autoridade; ó meu Rei e meu Deus!

Versão brasileira: João Antunes

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