SER COMO UMA ÁRVORE

… É como a árvore plantada
à beira da água corrente:
dá fruto na estação própria
e a sua folhagem não murcha;
em tudo o que faz é bem sucedido.
(Salmo 1,3)

Depois que o Salmo 1 (“Feliz o homem…”) nos diz qual deve ser nosso foco e qual não deve ser, se realmente quisermos ser felizes ou “bem-aventurados”, ele se estende a essas promessas cativantes de mudança positiva. Que tipo de mudança positiva experimentamos quando escolhemos diariamente nos “enlevar” e contemplar, não principalmente as vozes em nossa própria cabeça, mas a lei do Senhor?

Temos a promessa de crescimento, de estabilidade emocional e espiritual, e do tipo de bem-estar e prosperidade de Deus. Quando nos plantamos “à beira da água corrente”, que é a graça de Deus na comunhão dos santos; quando permanecemos perto d’Ele e vivemos em Sua presença com perseverança, nossa “árvore”, que é a cruz de nossa vocação específica, com seus desafios e bênçãos, produz “frutos” em seu próprio tempo, “na estação própria”, revigorada pelo fluxo contínuo de energias divinas. Nossos fracassos ou deslizes não nos derrubam ou nos arrancam pela raiz quando, de forma consistente, dia após dia, continuamos a nos permitir ser nutridos, curados e ocasionalmente podados pelas gentis correções de Deus.

Então o Salmo continua: “Mas os ímpios não são assim! São como a palha que o vento leva. Por isso, os ímpios não resistirão no julgamento, nem os pecadores, na assembleia dos justos” (Salmos 1,4s). Esse é um caminho solitário, não estar conectado à Fonte da Vida e à única Fonte do justo Julgamento, Que tem fé em nossa capacidade de dar frutos e sermos bem sucedidos, como devemos fazer, em Sua luz. Graças Te dou, Deus, por tudo isso, e que eu possa permanecer plantado em Ti hoje, por Tua graça.

Versão brasileira: João Antunes

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