APRENDENDO COM OS PAIS E MÃES DE FAMÍLIA

Veio-lhes então ao pensamento qual deles seria o maior. Conhecendo Jesus os seus pensamentos, tomou um menino, colocou-o junto de si e disse-lhes: ‘Quem acolher este menino em meu nome, é a mim que acolhe, e quem me acolher a mim, acolhe aquele que me enviou; pois quem for o mais pequeno entre vós, esse é que é grande’.” (Lucas 9,46ss)

A leitura do Evangelho de hoje inclui um dos casos em que os apóstolos se envolveram em uma disputa sobre “qual deles seria o maior”. A resposta do Senhor, sobre acolher uma criança em Seu nome, é um pouco intrigante. Quero dizer, como o fato de acolher uma criança em Seu nome torna alguém “o menor” entre nós? E como essa lição pode ser útil hoje, nas disputas em andamento entre os Sucessores dos Apóstolos, sobre “qual deles seria o maior” em certos territórios canônicos?

Acho que nosso Senhor está chamando os celibatários a aprenderem com a humildade daqueles que têm filhos pequenos; que os “acolhem” em Seu nome e os criam, brincam com eles, lidam com suas necessidades, narizes escorrendo, birras, etc. São os fiéis leigos, que são humildes por meio da autodoação necessária para ser pai ou mãe, que, quando se trata de questões de sua fé e da Igreja, não têm o duvidoso “luxo” de se preocupar com questões de sobre “qual deles seria o maior” nela, na Igreja. Mesmo quando os pais e mães têm disputas entre si, porque, no final das contas, ninguém é perfeito, eles precisam se concentrar no bem-estar de seu/sua filho/a ou filhos pequenos. Acho que Nosso Senhor está chamando os líderes celibatários [os bispos] da Igreja a aprenderem com os pais e mães de família e a se concentrarem um pouco mais no bem-estar daqueles que estão sob seus cuidados pastorais. Graças Te dou, Senhor, por nossos pais e pelos leigos, com quem nós, celibatários, podemos aprender algumas coisas.

Versão brasileira: João Antunes

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