
“SENHOR, põe uma sentinela de guarda à minha boca,
defende a porta dos meus lábios.”
(Salmo 141,3)
Aqui está nossa estratégia contra a língua incontrolável: Pedimos a Deus uma “sentinela” e uma “porta” defendida ao redor de nossa boca, porque “a língua ninguém a pode dominar”, como diz São Tiago, “é um mal incontrolável, carregado de veneno mortal” (Tiago 3,8). Isso não significa que pedimos a Deus que nos cale completamente, porque uma “sentinela” e uma “porta” não apenas mantêm (certas palavras) fora ou dentro, elas também deixam entrar e sair aquelas palavras que são permitidas e necessárias.
O que significa no Salmo citado acima, mais especificamente, a “sentinela” e a “porta” defendida? Várias virtudes me vêm à mente, que podem nos guardar e proteger de sermos arrogantes, egocêntricos, imprudentes ou irrefletidos em nossas palavras: humildade, paciência, sabedoria, compaixão e amor. Essas são energias divinas, ou manifestações da graça, que se propagam através de nós, por assim dizer, quando nos abrimos à comunhão com Deus por meio de uma oração sincera. Seu Espírito de humildade, paciência, sabedoria, compaixão e amor passa a “habitar” em nós, quando permitimos que Ele faça isso.
Nesta manhã, recordo-me a mim mesmo de que não posso “consertar” ou curar minha escolha de palavras por conta própria, ou por meias medidas, como morder a língua de vez em quando. Preciso querer e acolher o Espírito e a presença de Deus em minha vida, desde o início do meu dia. Nesta manhã, peço Sua humildade, paciência, sabedoria, compaixão e amor, expondo e entregando a Ele minha falta de tudo isso. “Vinde e habitai em nós, purificai-nos de toda mancha e salvai nossas almas, Vós que sois Bom!”.
Versão brasileira: João Antunes
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