DEIXANDO-NOS SER ENCONTRADOS E LEVADOS

Aproximavam-se dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem. Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: ‘Este acolhe os pecadores e come com eles’. Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: ‘Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar? Ao encontrá-la, põe-na alegremente aos ombros…’.” (Lucas 15,1-5)

Notemos que a leitura do Evangelho de hoje (no primeiro dia do Jejum da Natividade) começa com os “pecadores” simplesmente aproximando-se de Cristo, para O ouvir. Isso escandaliza os fariseus e os doutores da Lei, que se queixam de que esse Homem não apenas “acolhe” aqueles que eles desprezam, permitindo que se aproximem, mas também é conhecido por “comer com eles”. Nosso Senhor responde com a Parábola da Ovelha Perdida, que descreve o que realmente acontece quando nós, pecadores, nos “aproximamos d’Ele para o ouvir”. É Ele que tem nos procurado e, quando nos deixamos “encontrar”, Ele nos põe sobre Seus ombros e nos leva para casa. Acho que essa parte, a parte de nos levar para casa, perdura por toda a nossa vida.

Que eu me permita ser “encontrado” neste período de jejum, por meio de um pouco de oração sincera em meus momentos de vigília. E que eu possa distribuir um pouco de oração ao longo do meu dia, dizendo: “Aqui estou, Senhor! Salva-me!”. Ele está perto, procurando por mim o tempo todo, sempre que me afasto para tratar dos meus assuntos. Nesta manhã, aproximemo-nos d’Ele e deixemo-nos levar através do Jejum da Natividade, participando dele da forma como podemos e como somos: os “pecadores” que Cristo acolhe e com quem come. Graças Te dou, Senhor, por conduzir-nos em nossas responsabilidades, conversas, alegrias e desafios de hoje.

Versão brasileira: João Antunes

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