
“Disse-lhe ainda outro: ‘Eu vou seguir-te, Senhor, mas primeiro permite que me despeça da minha família’. Jesus respondeu-lhe: ‘Quem olha para trás, depois de deitar a mão ao arado, não é apto para o Reino de Deus’.” (Lucas 9,61s)
Quais são algumas das coisas boas que nos propusemos a fazer, mas depois, “olhando para trás” por motivos supostamente bons (como dizer um adeus apropriado a alguém ou a alguma coisa), adiamos a coisa boa? Aqui estão alguns exemplos: Terminamos um relacionamento não saudável, compreendendo que precisamos seguir em frente, mas depois pensamos: “Sabe de uma coisa, eu deveria mandar uma mensagem para ele/ela ou ligar para ele/ela, só para ter certeza de que ele/ela está bem”. (Observe que a palavra “só”, em pensamentos como esse, é um sinal de alerta sobre uma mentira ou uma ilusão). Ou paramos de beber por algum tempo porque precisávamos fazer isso e, então, pensamos que só um último gole não faria mal… E então podemos nos encontrar em uma situação pior do que antes. Ou podemos ter adotado uma nova rotina diária de oração ou jejum, por exemplo, para o Jejum da Natividade, e alguns dias depois, começamos a nos ocupar com os afazeres do dia a dia e pensamos: “Vou voltar à prática da oração e do jejum assim que terminar tal atividade…”.
Que eu coloque as Primeiras Coisas em primeiro lugar, nesta manhã, e cuide de minha saúde espiritual e física. Vou orar um pouco; vou arrumar um pouco minha casa e preparar uma comida saudável; aos olhos de Deus vou escrever um diário sobre meus pontos positivos e negativos, e vou exercitar meus músculos da gratidão para que não se atrofiem, antes de fazer uma breve caminhada para movimentar meus outros músculos. Porque todas as demais coisas se encaixam, às vezes mais rápido e às vezes mais devagar, quando faço isso. Vou fazer uma pausa e aceitar o desafio gratificante de responder ao chamado de Deus para mim, para buscar Seu Reino e habitar nele, já no meu dia de hoje. Venha o Teu Reino, Senhor, em meu dia neste sábado, e graças Te dou por sempre oferecê-lo a nós.
Versão brasileira: João Antunes
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