
“Com efeito, Ele é a nossa paz, Ele que, dos dois povos, fez um só e destruiu o muro de separação, a inimizade: na sua carne, anulou a lei, que contém os mandamentos em forma de prescrições, para, a partir do judeu e do pagão, criar em si próprio um só homem novo, fazendo a paz, e para os reconciliar com Deus, num só Corpo, por meio da cruz, matando assim a inimizade. E, na sua vinda, anunciou a paz a vós que estáveis longe e paz àqueles que estavam perto. Porque, é por Ele que uns e outros, num só Espírito, temos acesso ao Pai.” (Efésios 2,14-18)
Eis o que estou refletindo sobre a leitura da epístola de hoje, meus amigos: Tem havido “inimizade”, baseada em medos e ressentimentos, entre nós e Deus, e entre judeus e pagãos. (Se você ler todo o Capítulo 2 de Efésios, entenderá esse contexto.) Cristo está “fazendo a paz” ao oferecer a Si mesmo, tanto ao pregar a paz quanto ao “matar a inimizade” ao sujeitar-se à Cruz. Tanto os judeus quanto os pagãos são culpados pelos eventos que levaram à Cruz; tanto as autoridades religiosas judaicas quanto as autoridades romanas da Judeia na época, que se opuseram à vontade de Deus manifestada em Cristo. Mas Cristo assume e depois supera todas as nossas trevas, tanto de judeus quanto de pagãos, enfrentando-as, pisando a morte “pela morte” e emergindo delas em Sua ressurreição.
Esta manhã, vou fazer uma pausa e aplicar isso aos meus medos e ressentimentos, para não cair em discussões meramente políticas sobre isso; digamos, sobre a inimizade entre judeus e pagãos hoje. Não posso mudar o mundo inteiro hoje ou alcançar a paz mundial, portanto, um uso mais produtivo de meu tempo seria refletir honestamente sobre meus próprios ressentimentos, contra Deus e contra certas pessoas. Esses ressentimentos, sempre baseados no medo (de não receber o que eu acho que mereço), surgem de vez em quando e exigem minha atenção imediata, de modo que eu possa ter paz colocando-os no lugar que eles pertencem — nas mãos do meu Senhor que vence a morte. Se alguém “não” se comportou em relação a mim como eu gostaria, seja Deus ou um homem, que hoje eu acolha a paz que me é oferecida por Cristo, Que respeita a liberdade de todos nós; Que assume e vence as trevas de todos nós, oferecendo-nos continuamente paz e “num só Espírito, acesso ao Pai”. Hoje escolho confiar n’Ele e que Ele me liberte dos ressentimentos que ficamos remoendo. E sigo adiante no Caminho que Ele preparou para mim, com gratidão e paz.
Versão brasileira: João Antunes
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