
“Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro. Se alguém disser: ‘Eu amo a Deus’, mas tiver ódio ao seu irmão, esse é um mentiroso; pois aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” (1ª João 4,19s)
É mais fácil crer em Deus do que acreditar no ser humano, é o que estou refletindo nesta manhã. É por isso que São João insiste que não se pode amar a Deus se você odeia outro ser humano. Nossa aversão a nós mesmos (se não for curada) faz com que nos concentremos nos piores exemplos da humanidade, tanto dentro quanto fora de nós mesmos, e que tiremos daí a conclusão de que somos uma espécie de experimento fracassado, e que todos nós vamos para o inferno em um cesto de lixo.
Mas o Cristianismo proclama uma fé radical na humanidade; a fé eterna de Deus na humanidade, que é mais venerável que os Querubins, e incomparavelmente mais gloriosa que os Serafins. A nós também é confiada a revelação de Deus; recebê-la e passá-la adiante, de geração em geração, com base no testemunho e na linguagem humana e em outras capacidades humanas um tanto desordenadas e falíveis. Que eu possa acreditar em nós e adotar a esperança, o amor e a paciência conosco hoje, que Deus imutavelmente tem e estende a cada um de nós diariamente. Feliz segundo domingo do Advento! E festa do Ícone da Raiz, de Kursk, da Theotokos! O Senhor é Deus e nos apareceu!
Versão brasileira: João Antunes
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