VIGIAR E ORAR

Chegaram a uma propriedade chamada Getsêmani, e Jesus disse aos discípulos: ‘Ficai aqui enquanto Eu vou orar’. Tomando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir pavor e a angustiar-Se. E disse-lhes: ‘A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai’. Adiantando-Se um pouco, caiu por terra e orou para que, se possível, passasse dele aquela hora. E dizia: ‘Abbá, Pai, tudo Te é possível; afasta de mim este cálice! Mas não se faça o que Eu quero, e sim o que Tu queres’. Depois, foi ter com os discípulos, encontrou-os a dormir e disse a Pedro: ‘Simão, dormes? Nem uma hora pudeste vigiar! Vigiai e orai, para não cederdes à tentação; o espírito está cheio de ardor, mas a carne é débil’. Retirou-se de novo e orou, dizendo as mesmas palavras.” (Marcos 14,32-39)

O Deus-Homem faz duas coisas quando Sua alma está “numa tristeza mortal”: 1. Ele não guarda isso só para Si, mas compartilha isso com Seus amigos mais próximos e 2. Ele ora, caindo fisicamente no chão e entregando, à vontade do Pai, a angústia em relação ao Seu “cálice”.

A angústia emocional, como grande tristeza e medo, também afeta “a carne”, tornando o corpo pesado ou paralisado em inatividade, o que facilmente leva a mais insegurança e medo. No entanto, embora “a carne seja débil”, como o Senhor aponta aqui, “o espírito está cheio de ardor”. E, em nós e conosco, de fato, o Espírito Santo está “cheio de ardor” para continuar na jornada carregando a cruz e reafirmando a vida, mesmo quando isso se torna demasiado para a “carne”. Portanto, que eu me recorde d’Ele, o Doador da Vida, quando minha alma estiver “numa tristeza mortal”. Que eu busque, da melhor forma possível, a Ele e aos que estão ao meu redor, com humilde honestidade, entregando minha debilidade à vontade vivificante de Deus.

Que eu “caia” diante d’Ele, em vez de “cair” na inatividade, quando estiver fraco. Senhor, permita que eu “vigie” ou permaneça “desperto” e aberto ao Seu Espírito hoje, pois Ele pode me reerguer, e de fato reergue, quando estou abatido.

Versão brasileira: João Antunes

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