NOSSAS LIMITAÇÕES

As limitações fazem parte de nossa natureza. Quando Deus nos criou — limitados como somos — Ele disse: ‘é muito bom’. … As limitações que fazem parte do fato de sermos ‘não-Deus’ foram planejadas para nos manter próximos e em relacionamento com Deus. Nossas próprias limitações implicam a necessidade de relacionamento. Ser uma criatura é uma recusa a fazer-nos a nós mesmos e, em vez disso, aceitar alegremente as nossas limitações.” (Julie Canlis, A Theology of the Ordinary, p.15)

Estou lendo esse excelente livro, que me foi enviado recentemente pela autora, como parte da minha contemplação matinal. Que grande consolo ser relembrado nesta sexta-feira — o Sexto Dia ou “Yom shishi” em hebraico — o dia em que Deus criou o(s) ser(es) humano(s), que está tudo bem, e até mais do que bem, ser limitado. E ter sede de mais; o mais que é sempre oferecido em abundância por Deus. Ele quer que busquemos mais comunhão, mais conexão, com Ele e com o próximo, n’Ele.

As limitações de nossas comunidades eclesiásticas também não devem nos desanimar, penso eu. Elas nos desafiam a aceitar as partes que não podemos mudar, a mudar as coisas que podemos mudar e a fazer melhor. Não precisamos fingir que somos perfeitos, como Igreja, nem temer que não sejamos.

E obrigado à Julie por escrever isso. Ela aborda em seu livro os problemas de sua própria comunidade eclesiástica, que é evangélica, mas também se interessa pela teologia Ortodoxa, e considero suas reflexões úteis e profundamente inspiradoras, também para meu próprio ser e pertencer à igreja. Senhor, conserva-nos dóceis, pela natureza de nossas limitações, e graças Te dou por esta sexta-feira.

Versão brasileira: João Antunes

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