
“O Verbo imensurável do Pai tornou-se limitado quando Se encarnou em Vós, ó Mãe de Deus; e restituiu à imagem maculada sua antiga formosura, juntando-lhe a beleza divina. Confessamos a salvação e a divulgamos em palavra e ação (ἔργῳ καὶ λόγῳ ἀνιστοροῦμεν / делом и словом воображаем).” (Contácio do Domingo da Ortodoxia)
Enquanto nós, nas comunidades Ortodoxas, celebramos a restauração da veneração dos santos ícones hoje [Calendário Juliano Tradicional], e aqueles que seguem os calendários das comunidades Católico-romanas [e Católicas Orientais] celebram o Domingo de Ramos [Calendário Juliano Revisado], estou refletindo sobre toda a questão de sermos criados à “imagem” e semelhança de Deus. A primeira parte é fácil. Quero dizer, a parte da “imagem”, porque todos os seres humanos “se parecem com Ele”, quer queiramos ou não, de certa forma.
De que forma? Não sabíamos, até a encarnação do Filho de Deus. Mas quando Cristo entrou em nossa história e caminhou, conversou, comeu e bebeu, curou e ensinou, sofreu, foi sepultado e ressuscitou, entre nós, vimos um ser humano como um de nós. Ele era semelhante a nós, em Sua humanidade, mas Ele “juntou a ela (nossa humanidade) a beleza divina”.
Também somos chamados, em comunhão com Ele, a “juntar-lhe a beleza divina”, e essa é a parte difícil; é a “semelhança” com Deus, na qual somos chamados a operar, para que nos tornemos mais belos. Fazemos isso, como um processo que dura a vida toda, endireitando o que está distorcido em nós, tornando-nos “orto”-doxos (“retos” ou “corretos” em nosso pensamento e comportamento em relação a Deus, a nós mesmos e ao próximo), não apenas pela aparência, mas retratando ou representando Cristo entre nós, “em palavra e ação”, como diz o Contácio citado acima.
Um abençoado Domingo da Ortodoxia, ou Domingo de Ramos, queridos amigos! Cristo está entre nós, e abençoado é aquele e aquela que vem em nome do Senhor!
Versão brasileira: João Antunes
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