“Espero (Προσδοκῶ / Чаю / exspecto) a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir. Amén.” (Credo Niceno-Constantinopolitano)
Em todo domingo, quando celebramos a ressurreição do Senhor dentre os mortos, também celebramos a nossa ressurreição dentre os mortos. Nossa comunhão com e no Corpo de Cristo é a comunhão no e com o Corpo do Cristo ressurreto, e não de Alguém morto. De fato, recebemos uma nova vida n’Ele e somos renovados n’Ele todos os dias e a qualquer momento, sempre que nos encontramos em algum tipo de rotina, em algum tipo de “túmulo”, e estendemos a mão para Ele, para nos tirar de lá.
É por isso que professamos no Credo que constantemente “esperamos”, “ansiamos” e “aguardamos” a ressurreição dos mortos e a vida da era vindoura, em qualquer circunstância. Por meio de nossa fé, podemos permitir que Cristo manifeste essa nova vida já aqui e agora, “na terra como no céu”, sempre que escolhermos a vida em vez da morte, a fé em vez do medo, o perdão em vez do ressentimento, a humildade em vez do orgulho, a gratidão em vez da insatisfação e a esperança em vez do medo que vem com a adoção da “sabedoria deste mundo”.
Nesta manhã, que nos aproximemos de Cristo com fé, como Aquele que pode e vai nos tirar de nossas dificuldades — as grandes, como guerras e outras catástrofes provocadas pelo homem, e as pequenas, como nossos pequenos ressentimentos pessoais e outros pensamentos motivados pelo medo. “Não morrerei, antes viverei”, digo com o salmista hoje, “para narrar as obras do SENHOR”.
Versão brasileira: João Antunes
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