“Por ti eu clamo, SENHOR: vem depressa socorrer-me! Escuta a minha voz, quando te invoco. Suba junto de ti a minha oração como incenso, e as minhas mãos erguidas como oferenda da tarde.” (Salmo das Vésperas, Salmo 140/141,1s)
Acredita-se que o rei Davi compôs esse salmo em um momento em que seu filho Absalão conspirava para matá-lo, e Davi estava afastado de seu local habitual de adoração, o Tabernáculo de Moisés (uma tenda feita com peles de animais). A adoração vespertina no Tabernáculo (por volta das 15 horas) envolvia a queima de incenso e a “oferenda da tarde” de animais abatidos. Mas como Davi está escondido, porque sua vida está em perigo, ele não pode participar dessa adoração vespertina no Tabernáculo. No entanto, ele tem voz, mãos e a capacidade de orar. Assim, ele se oferece a si mesmo a Deus, em vez da habitual “oferenda da tarde” no Tabernáculo. Esse é um “sacri-fício” (do latim “sacer” + “facere” ou “tornar santo”) que “torna santo” o próprio Davi.
Nesta noite em particular, a última noite dos 40 dias da Quaresma, não poderei ir a um ofício litúrgico e entoar o Salmo das Vésperas citado acima. No entanto, acho que tenho voz, mãos e a capacidade de orar. Por isso, vou me oferecer a Deus hoje e me unir ao fluxo criativo de Suas energias por meio de uma oração sincera, da melhor forma possível. Nesta noite, acenderei uma vela perfumada (porque não tenho incenso) e cantarei com meu coração: “Suba junto de ti a minha oração como incenso, e as minhas mãos erguidas como oferenda da tarde”. Graças Te dou, Deus, pela atitude de oração em nossa vida cotidiana.
Versão brasileira: João Antunes
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