UMA NOVA ALIANÇA e UM NOVO MANDAMENTO

Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: ‘Tomai, comei: Isto é o meu corpo’. Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo: ‘Bebei dele todos. Porque este é o meu sangue, sangue da Aliança, que vai ser derramado por muitos, para perdão dos pecados’.” (Mateus 26,26ss)

Quando, na Ceia Mística, Cristo fala de Seu sangue da “nova” aliança, isso me faz refletir sobre uma das “outras” alianças, aquela que Deus revelou a Abraão. Como essa mais antiga “aliança” (berit em hebraico e diatheke em grego, definida como “autocompromisso, promessas e condições pelas quais [Deus] entrou em uma relação com o homem”) se compara à “nova”?

A aliança com Abraão incluía a promessa de um território e de muitos descendentes; e o “sinal” dessa aliança era a circuncisão “da pele dos prepúcios” de todos os filhos homens nascidos na “casa” de Abraão e de seus descendentes do sexo masculino (Gênesis 17). A “nova” aliança de Nosso Senhor, por outro lado, não incluía a promessa de um território ou de reprodução abundante, nem incluía o derramamento do sangue de ninguém além do Seu próprio. O sinal da “nova” aliança de Cristo foi Seu sangue, derramado na Cruz. Todos nós, e não apenas os homens, somos convidados a participar desse sinal vivificante, ao nos “revestirmos de Cristo” no Santo Batismo e termos comunhão com Ele, ao comermos e bebermos de Seu Corpo e Sangue a cada Eucaristia e ao aceitarmos o desafio de trilhar Sua jornada de carregar a cruz.

Juntamente com essa “nova” aliança, em Sua Ceia Mística, Nosso Senhor também nos apresenta um “novo” mandamento: “Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei. Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (João 13,34s).

Graças Te dou, Senhor, por oferecer a todos nós, homens e mulheres, um lugar em Tua ceia e por chamar a todos nós para um novo tipo de nascimento e de dar à luz; não da carne, mas do Espírito, e não da Lei, mas do amor.

Versão brasileira: João Antunes

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