“Aclamai o Senhor, toda a terra. Servi o Senhor com alegria. Vinde, entrai exultantes em sua presença. Sabei que o Senhor é Deus: ele nos fez, e não nós mesmos. Somos o seu povo e as ovelhas de seu rebanho. Entrai sob seus pórticos com ação de graças, vinde aos seus átrios com cânticos; glorificai-o e bendizei o seu nome, porque o Senhor é bom, sua misericórdia é eterna e sua fidelidade se estende de geração em geração.” (Salmo 99/100 – Septuaginta)
Nós não fizemos a nós mesmos, – foi outra Pessoa que teve esse trabalho. Alguém muito bom, Alguém cuja misericórdia e verdade resistirem, imutáveis e eternas. Alguém que nos convida, dia após dia e de geração em geração, a “entrar exultantes em Sua presença”. Porque nós não estamos sozinhos, como órfãos ou filhos indesejados de pais que cometeram um “erro”. Não, Deus nos fez, porque Ele nos queria e continua a querer que sejamos d’Ele, como Ele é nosso, em Sua bondade. Este é um feliz pensamento, o simples fato da criação, que São Basílio o Grande sugere que carreguemos em todos os momentos: “Eu quero que a criação penetre em vós com tamanha admiração”, ele escreve, “que em todos os lugares, onde quer que estejais, a menor planta vos traga a clara recordação do Criador” (São Basílio, Hexaemeron).
Que eu carregue este feliz pensamento comigo hoje, que sou muito querido e cuidado, mais do que “a menor planta” ou qualquer erva do campo (Lucas 12,28), por Aquele que Se deu ao trabalho de me fazer, e Que me acolhe, em todo tempo, “em seus átrios”. Venho perante Sua presença, esta manhã, dando os meus mais sinceros agradecimentos ao meu Senhor, com alegria. “Bendizei o Seu nome, porque o Senhor é bom”.
Versão brasileira: João Antunes
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