ORAR “EM SEGREDO”

Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, te recompensará.” (Mateus 6,5s)

Estou refletindo sobre esta passagem hoje, quando os judeus de todo o mundo celebram o Yom Kipur, ou “Dia da Expiação”, quando jejuam por mais de 24 horas e passam muito tempo orando na sinagoga.

Observe que aqui o Senhor NÃO está nos dizendo que não devemos orar publicamente e nas igrejas (ou nas “sinagogas”). O que Ele está dizendo é que não devemos fazê-lo “como os hipócritas”, ou seja, como o povo judeu formalmente religioso da época, com o objetivo de sermos “vistos pelos homens”. Afinal, o próprio Jesus orou publicamente em muitas ocasiões, e foi para a sinagoga (por exemplo, Lucas 4,16-31) e para o templo, ao qual se referia como a “casa de meu Pai” (João 2,16).

Mas o Senhor me recorda, nesta e em outras passagens, das recompensas da oração solitária e privada. Ele mesmo encontra repetidamente tempo para esse tipo de oração, no meio de Seu ministério às multidões, como em Mateus 14,23: Depois de despedir a multidão, “subiu à montanha para orar na solidão”.

E quando Cristo disse: “entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo”, as pessoas que O ouviam sem dúvida precisavam ouvir isso, como eu preciso hoje. Eles podiam ter se limitado a “orar nas sinagogas” e em ocasiões públicas como funerais e casamentos, enquanto negligenciavam o tempo particular e sozinho com Deus. “Teu Pai, que vê num lugar oculto”, recorda-me Cristo, “te recompensará”.

Hoje, que eu encontre um pouco de tempo para uma oração íntima e sincera “ao meu Pai, que vê num lugar oculto”, e para suas recompensas ocultas.

Versão brasileira: João Antunes

© 2019, Sr. Vassa Larin
www.coffeewithsistervassa.com