“… [Paulo e Barnabé] voltaram para Listra, Icônio e Antioquia (da Pisídia). Confirmavam as almas dos discípulos e exortavam-nos a perseverar na fé, dizendo que é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações. Em cada igreja instituíram (χειροτονήσαντες) anciãos (πρεσβυτέρους) e, após orações com jejuns, encomendaram-nos (παρέθεντο) ao Senhor, em quem tinham confiado.” (Atos dos Apóstolos 14,21b-23)
“Para” as igrejas de Listra, Icônio e Antioquia, como aprendemos na leitura da nossa Igreja para hoje, os apóstolos “instituíram anciãos”, enquanto os “encomendavam”, ou os colocavam nas mãos do/à cargo do Senhor. Porque toda a Igreja, juntamente com o povo e os “anciãos” instituídos “para” eles, permanece sempre à cargo, não dos seres humanos, mas do Senhor. Isto pode parecer evidente, mas penso que podemos perder de vista este fato, por exemplo, quando ouvimos muitas vezes Santo Inácio de Antioquia mal citado, como tendo alegadamente escrito, “Onde está o bispo, aí está a Igreja Católica”. O que ele realmente escreveu, em sua Epístola ao Esmirniotas, é o seguinte: “Onde está o bispo, aí está a comunidade; assim como onde está Cristo Jesus, aí está a Igreja católica”.
Graças Te dou, Senhor, tanto pelos nossos “anciãos” da igreja, como pela Vossa permanência no comando, conforme nos encomendamos “uns aos outros”, um e todos, a Vós, como somos convidados a fazer em todas as Liturgias: “Comemorando nossa Santíssima, Puríssima, Bendita e Gloriosa Senhora, Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, e todos os santos, recomendemo-nos, nós mesmos, uns aos outros e toda nossa vida a Cristo nosso Deus”.
Versão brasileira: João Antunes
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